terça-feira, 17 de agosto de 2010

Internet dos carros promete fim da irritação no trânsito

Internet dos carros promete fim da irritação no trânsito: "Imagine um trânsito onde todos cooperam e ninguém precisa ficar irritado. Os cenários planejados pelos pesquisadores para a internet dos carros são entusiasmantes."

Cidade Digital - Existe Consenso na Comunidade ?

A palavra consenso é algo necessário no planejamento e na especificação de projetos de Cidades Digitais.
Algumas vezes sabemos quais são as implicações estruturais ou politicas, entretanto estas implicações normalmente são encon tradas na Administração Pública Local.
mas é necessário definir procedimentos que poderão gerar o bom senso e alcançar o almejado consenso na Comunidade. 

terça-feira, 29 de junho de 2010

ADEUS AOS PROTOCOLOS DE SEGURANÇA - WEP & TKIP

A Wi-Fi Alliance é uma organização global sem fins lucrativos que tem como objetivo de conduzir a adoção do único padrão mundial para equipamentos que utilizam rede sem fio (wireless) de alta velocidade. A grande novidade é a retirada dos protocolos de segurança WEP e TKIP para os dispositivos certificados para Wi-Fi. Sendo que alguns sites de noticias asseguram que haverá um “rodmap” a qualquer momento por parte da Wi-FI Alliance para eliminação dos antigos metodos de criptografia para novos dispositivos Wi-Fi.

Esta mudança pode ser verificada se os novos telefones Wi-Fi (smartphones) estão disponibilizando estes protocolos de segurança atualmente. Existe uma eliminação programada para os próximos 3 anos, iniciando em 2011.

O protocolo WEP (Wired Equivalent Privacy) ) foi o primeiro protocolo de segurança adotado que conferia no nível de enlace certa segurança para redes sem fio (wireless). No entanto, após vários estudos e testes realizados com este protocolo, encontram-se algumas vulnerabilidades e falhas que fizeram com que o protocolo WEP perdesse quase toda a sua credibilidade. Qualquer pessoa que lê este artigo sabe que o padrão de segurança WEP baseado no padrão 802.11b, foi quebrado em 2001, e desde 2003 ficou fragilizado na prevenção de segurança de redes sem fio (wireless).

Por outro lado o protocolo TKIP (Temporal Key Integrety Protocol) que foi criado em 2002 e foi considerada a primeira tentatia de arrumar os problemas do protocolo WEP. Ele ainda guarda algumas similaridades com o protocolo WEP, principalmente por que utiliza também o algoritmo RC4 modificado para embaralhar os dados. Na verdade é  um algoritmo de criptografia baseado em chaves que se alteram a cada novo envio de pacotes. Esta caracteristica de mudança frequente de chaves lhe garante mais segurança. Mas o protocolo TKIP foi quebrado, com as suas vulnerabilidades, tais como a susceptibilidade para ataques baseados em chaves curtas (8 caracteres) e algumas formas inteligentes de introduzir pacotes com manipulação de falhas de integridade de pacotes.

O padrão 802.11n permite somente o uso de chaves AES, sendo que algumas ezes provoca indicações conflitantes sobre as suas capacidades. Interessante que uma nota de atualização da Apple, informa que a partir de 3 de junho de 2010, o protocolo WEP ou TKIP só poderá ser operado em 54 Mbps, quando talvez o mais indicado seria utilizar o protocolo 802.11g para manipular estes tipos de protocolos de segurança antigos.

Inicialmente o Sr.Kelly Dais-Felner , diretor de marketing da  Wi-Fi Alliance´s, disse "Estamos avaliando internamente que temos alguns mecanismos de segurança que estão ultrapassados, sendo o mais evidente é o protocolo WEP e esperamos definir um "roadmap" que possa atender a industria com o fim desta tecnologia".

A Wi-Fi Alliance é uma associação empresarial que faz ajustes na certificação dos padrões para que todos os produtos do mercado possam utilizar o selo de Wi-Fi. Como tal, seus esforços são direcionados para que os seus membros desejem, e o grupo permite uma melhor aproimação consistente com o mercado consumidor.

Por outro lado a gerente de produto a Sra. Sara Morris já coloca estes produtos fora de linha, através de sua declaração que os protocolos WEP e TKIP seriam descontinuados entre 1 de janeiro de 2011 e 1 de janeiro de 2014. Estas mudanças afetam somente dispositivos e equipamentos novos que necessitam de certificação. Fabricantes de soluções Wi-Fi poderão liberar os seus equipamentos com protocolo 802.11, mas sem colocar o selo de certificação Wi-Fi, embora isto seja extremamente raro, e essecialmente poderá ser um fato inédito entre os principais fabricantes. 

Portanto, no inicio de 2011, os pontos de acesso (AP) não serão mais certificados com o protocolo de segurança TKIP, sendo a opção seria a utilização dos protocolos combinados WPA-PSK, WPA-TKIP ou WPA pessoal. As modalidades combinadas em que um AP possa aceitar chaves do protocolo TKIP ou AES serão ainda permitidas. Acredita-se que os fabricantes em 2011 possam optar na implementação de um chip set para que seus equipamentos possam utilizar o protocolo de segurança WPA2. Atualmente, o s pontos de acesso certificados em WiFi têm de ser ajustados para que possam configurados pelo usuário com segurança.

Em 2012, as novas placas de rede Wi-Fi (assim chamadas de 802.11 parlance) poderão suportar o protocolo TKIP. Em 2013, o protocolo WEP não deverá suportar as AP's. Quando isto acontecer, poderá ser considerada tecnologia antiga, sua inclusão será possível para determinadas categorias de equipamentos ou dispositivos onde não existe nenhuma outra opção disponível. Sabemos que o protocolo WEP é muito utilizado em sistemas de ponto de vendas ou equipamento antigo que poderá ser atualizado (update). Esta solução talvez seja demasiadamete simples para colocar como opção, mas igualmente é uma decisão de mercado, justificada claramente pou uma base instalada.

Em 2014, o modo combinado de protocolos TKIP/AES para pontos de acesso (AP's) não poderão ser incluidos em equipamentos ou dispositivos certifcados, e o protocolo WEP nã estará disponível para novos equipamentos.

Devemos dar ADEUS aos protocolos WEP e TKIP e acreditamos que o movimento é  para o protocolo WPA2 ou 802.11i que utiliza o protocolo AES (Advanced Encryption Standar) que é muito segurio e  eficiente, mas possui a desvantagem de exigir bastante processamento. É recomendado em projetos de Cidades Digitais que necessitam de alto grau de segurança, pois a esta solução implementada torna os "hotspots" públicos mais seguros. Mas devemos considerar que equipamentos mais antigos podem não ser compatíveis com o WPA2, portanto, seu uso dever ser testada antes de sua implementação difinitiva.

Fonte:

 




   


terça-feira, 8 de junho de 2010

CIDADES DESCONECTADAS


Várias denominações sôbre Cidades têm significados importantes, tais como:

Cidades Digitais = são cidades que utilizam novas tecnologias de comunicação para atendimento a Sociedade Local.

Cidades Dormitórios = são cidades de caráter principalmente residencial, na qual a maioria dos moradores trabalha em uma cidade próxima, de maior tamanho ou importância econômica.

Cidades Desconectadas =  em recente pesquisa do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, inúmeras cidades no Brasil são consideradas desconectadas, pelo simples, fato de não oferecerem internet banda larga, para usuários residenciais, elemento da Sociedade Local.

Os principais atores em uma Sociedade Local são:

  • Governo local (Poder Executivo e Poder Legislativo)
  • Cidadão comum (Homem, Mulher, Criança e Idoso)
  • Economia local (Comercial, Industrial, Rural e Autônomos)
Bem o nosso tema é Cidades Desconectadas, e o exemplo mais atual é o município de Piraí - RJ, localizado a 52 km do Rio de Janeiro, com população estimada em 26.000 habitantes, que sofre com a escassez de acesso a banda larga, principalmente para os cidadãos comuns no acesso em suas residências.

O mais importante é que o municipio de Piraí já foi cantado em versos e prosa na música "Banda Larga Cordel", pelo poeta, compositor e ex ministro da Cultura, Gilberto Gil :


Ou se alarga essa banda e a banda anda
Mais ligeiro pras bandas do sertão

Ou então não, não adianta nada
Banda vai banda fica abandonada
Deixada para outra encarnação.

Ou então não, não adianta nada
Um vai outra fica abandonada
Os problemas não terão solução
 
Esta estrofe mencionada acima, reflete a visão do Gil com a sua sabedoria, que é necessário que os governantes locais desenvolvam soluções para os problemas apresentados através de projetos sérios de Cidades Digitais, onde o fundamental é dispor de acesso a banda larga para todos os atores da Sociedade Local, inclusive os que residem na área rural, denominada de "ultima milha" (sertão), nunca contempladas em diversos projetos de Cidades Digitais, nesta Brasil a fora.

Entretanto, sabemos que o primeiro passo na implantação de banda larga na Sociedade Local será obrigatoriamente dos Governos Locais. Mas de uma forma sustentável e tendo viabilidade técnica de expansão e politica. Este modelo possibilita que todos os interessados (atores) possa ser beneficiados, ou deixe para outra encarnação, como diz a letra.

Piraí, Piraí, Piraí
Piraí bandalargou-se há pouquinho
Piraí infoviabilizou
Os ares do municipio inteirinho 
Por certo que a medida provocou
Um certo vento de redemoinho 

Não foi um certo vento de redemoinho, que ocasionou estragos conforme a reportagem do G1 (Globo.com) no dia 30/05/2010 "Moradores de Cidade Digital têm dificuldade para acessar a internet", mas sim os problemas pontuais desta nova sociedade, tais como:
  • Telecentros, quiosques e computadores com funcionamento restrito aos dias da semana, entre 8h e 17h.
  • Lan House privada toma o lugar do governo local através do atendimento de atendimento de funcionamento de segunda a sábado das 9hàs 22h, cobrando R$ 1 por hora.
  • A internet paga é lenta, ou seja, para quem está disposto a pagar pelo acesso residencial, a velocidade de conexão "banda larga" fica entre 100 Kbps e 600 Kbps, com mensalidade a partir de R$ 60.
 O projeto Piraí Digital foi idealizado para atender a toda a população, mas houve uma mudança de estratégia conforme declarou o secretário do Planejamento, Sr. Fábio Marcelo de Sousa e Silva. A mudança focou os serviços que a própria municipalidade pudesse prestar serviços para a população, através de unidades remotas, tais como quiosque público, telecentros e hotspots.

A principio sabemos que projetos de Cidades Digitais estão sempre voltados para melhorar a qualidade e eficiência dos serviços prestados pelo o municipio, mas também para atender as necessidades básicas do cidadão comum, neste caso particular no municipio de Piraí, acesso à internet diretamente de suas residências. 


É necessário ter a consciência de definir o custo efetivo da infraestrutura que incorpore as diversas necessidades da Sociedade Local. Tais necessidades devem gerar um plano de sustentabilidade capaz de estabelecer um padrão de prestação de serviços e procedimentos correspondentes. Dessa maneira, é possível conduzir a Sociedade Local no desenvolvimento de um projeto de Cidade Digital, estruturado em qualidade, expansibilidade e sustentabilidade, bem como prover os recursos necessários para a sua implantação.


Finalizando, o cidadão comum é quem paga os impostos, portanto, deverão ser os primeiros a receber ações de políticas públicas que possam diminuir os problemas de educação, saúde e inclusão digital. A infra estrutura de comunicação de alta velocidade (banda larga) é que deverá proporcionar estes benefícios.