terça-feira, 8 de junho de 2010

CIDADES DESCONECTADAS


Várias denominações sôbre Cidades têm significados importantes, tais como:

Cidades Digitais = são cidades que utilizam novas tecnologias de comunicação para atendimento a Sociedade Local.

Cidades Dormitórios = são cidades de caráter principalmente residencial, na qual a maioria dos moradores trabalha em uma cidade próxima, de maior tamanho ou importância econômica.

Cidades Desconectadas =  em recente pesquisa do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, inúmeras cidades no Brasil são consideradas desconectadas, pelo simples, fato de não oferecerem internet banda larga, para usuários residenciais, elemento da Sociedade Local.

Os principais atores em uma Sociedade Local são:

  • Governo local (Poder Executivo e Poder Legislativo)
  • Cidadão comum (Homem, Mulher, Criança e Idoso)
  • Economia local (Comercial, Industrial, Rural e Autônomos)
Bem o nosso tema é Cidades Desconectadas, e o exemplo mais atual é o município de Piraí - RJ, localizado a 52 km do Rio de Janeiro, com população estimada em 26.000 habitantes, que sofre com a escassez de acesso a banda larga, principalmente para os cidadãos comuns no acesso em suas residências.

O mais importante é que o municipio de Piraí já foi cantado em versos e prosa na música "Banda Larga Cordel", pelo poeta, compositor e ex ministro da Cultura, Gilberto Gil :


Ou se alarga essa banda e a banda anda
Mais ligeiro pras bandas do sertão

Ou então não, não adianta nada
Banda vai banda fica abandonada
Deixada para outra encarnação.

Ou então não, não adianta nada
Um vai outra fica abandonada
Os problemas não terão solução
 
Esta estrofe mencionada acima, reflete a visão do Gil com a sua sabedoria, que é necessário que os governantes locais desenvolvam soluções para os problemas apresentados através de projetos sérios de Cidades Digitais, onde o fundamental é dispor de acesso a banda larga para todos os atores da Sociedade Local, inclusive os que residem na área rural, denominada de "ultima milha" (sertão), nunca contempladas em diversos projetos de Cidades Digitais, nesta Brasil a fora.

Entretanto, sabemos que o primeiro passo na implantação de banda larga na Sociedade Local será obrigatoriamente dos Governos Locais. Mas de uma forma sustentável e tendo viabilidade técnica de expansão e politica. Este modelo possibilita que todos os interessados (atores) possa ser beneficiados, ou deixe para outra encarnação, como diz a letra.

Piraí, Piraí, Piraí
Piraí bandalargou-se há pouquinho
Piraí infoviabilizou
Os ares do municipio inteirinho 
Por certo que a medida provocou
Um certo vento de redemoinho 

Não foi um certo vento de redemoinho, que ocasionou estragos conforme a reportagem do G1 (Globo.com) no dia 30/05/2010 "Moradores de Cidade Digital têm dificuldade para acessar a internet", mas sim os problemas pontuais desta nova sociedade, tais como:
  • Telecentros, quiosques e computadores com funcionamento restrito aos dias da semana, entre 8h e 17h.
  • Lan House privada toma o lugar do governo local através do atendimento de atendimento de funcionamento de segunda a sábado das 9hàs 22h, cobrando R$ 1 por hora.
  • A internet paga é lenta, ou seja, para quem está disposto a pagar pelo acesso residencial, a velocidade de conexão "banda larga" fica entre 100 Kbps e 600 Kbps, com mensalidade a partir de R$ 60.
 O projeto Piraí Digital foi idealizado para atender a toda a população, mas houve uma mudança de estratégia conforme declarou o secretário do Planejamento, Sr. Fábio Marcelo de Sousa e Silva. A mudança focou os serviços que a própria municipalidade pudesse prestar serviços para a população, através de unidades remotas, tais como quiosque público, telecentros e hotspots.

A principio sabemos que projetos de Cidades Digitais estão sempre voltados para melhorar a qualidade e eficiência dos serviços prestados pelo o municipio, mas também para atender as necessidades básicas do cidadão comum, neste caso particular no municipio de Piraí, acesso à internet diretamente de suas residências. 


É necessário ter a consciência de definir o custo efetivo da infraestrutura que incorpore as diversas necessidades da Sociedade Local. Tais necessidades devem gerar um plano de sustentabilidade capaz de estabelecer um padrão de prestação de serviços e procedimentos correspondentes. Dessa maneira, é possível conduzir a Sociedade Local no desenvolvimento de um projeto de Cidade Digital, estruturado em qualidade, expansibilidade e sustentabilidade, bem como prover os recursos necessários para a sua implantação.


Finalizando, o cidadão comum é quem paga os impostos, portanto, deverão ser os primeiros a receber ações de políticas públicas que possam diminuir os problemas de educação, saúde e inclusão digital. A infra estrutura de comunicação de alta velocidade (banda larga) é que deverá proporcionar estes benefícios.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

ACESSAR INTERNET NAS ALTURAS É POSSÍVEL?

Estamos participando no projeto "Conectividade em Movimento" com o Thiago Chagastelles, do Guia das Cidades Digitais, cujo objetivo é disponibilizar acesso a internet  para passageiros a bordo de transporte público ou privado, seja onibus, taxi, metro, trem, barco e agora em avião.

Bem , isso ainda não chegou no Brasil, mas precisamos estar preparados para essa nova tendência: utilização de internet em vôos regulares. Por exemplo, viagem a trabalho  utilizando a Ponte Aérea -  Rio - São Paulo, o tempo da viagem é em torno de 60 minutos, sendo 25 minutos para subir, 25  minutos para descer e 10 minutos de vôo estabilizado. Apesar de que em dias de tráfego intenso na rota, a viagem poderá durar até 2 horas.

Mas como saber se seu vôo tem este tipo de serviço a bordo? Basta localizar o logo que estará perto da porta de embarque ao lado da aeronave ou aguardar, após alguns minutos da decolagem, o comandante das as boas vindas aos passageiros, informação das condiçoes do tempo na rota, duração da viagem e se, será permitido utilizar internet a bordo. Certamente após a estas informações, a aeronave já estará na altitude de 35.000 pés (o acesso permitido para utilização deste tipo de serviço é acima de 10.000).

Outra questão seria: quanto custará esse serviço?  Atualmente, os preços variam de $4.95 a $12.95, dependendo da duração do vôo e do tipo de equipamento que fará o acesso. O mais interesssante é que o passageiro poderá requerer esse serviço antes do embarque, criando uma conta especial para aquele trecho da viagem. A questão seguinte é saber qual o tipo de equipamento que poderá acessar a internet a bordo. Necessariamente, deverá ser um equipamento que utilize protocolo 802.11b/g, conhecido geralmente como Wi-Fi. E já existem no mercado diversos equipamentos que atendem a esse requisito técnico, tais como, computadores portáteis, dispositivos tipo Blackberry, Palm, IPhone, etc. Evidentemente os passageiros deverão utilizar as suas próprias baterias para suprimento de energia, em razão destas aeronaves não possuirem compartimento para recarga de bateria.

Agora vamos abordar os fatores mais importantes na prestação desse tipo de serviço (provedor): a velocidade de transmissão e a segurança da conexão.
  • A velocidade de transmissão é similar a dos serviços de banda larga móvel.
  • A segurança da conexão é baseada nos provedores que deverão ser acessados. Ou, seja a sua conexão não necessitará de uma chave de criptografia para uso a bordo.
No aspecto de entretenimento do passageiro o importante é a possibilidade de baixar "stream" de vídeo ou áudio sobre esta conexão, consequentemente teremos limitação na duração e na largura da banda. A limitação da largura da banda dependerá do número de usuários conectados simultaneamente, e ainda, da largura da banda utilizada. Em linhas gerais, os passageiros poderão baixar vídeo, áudio ou transferir grandes arquivos.

A única limitação imposta pelo fato do passageiro estar utilizando a internet em pleno vôo, é que o passageiro só podera fazê-lo, após a aeronave superar a altitude de 10.000 pés, conforme recomendação da ANAC, para uso de dispositivos eletrônicos, nos dias de hoje.
E se os passageiros necessitarem de utilizar uma conexão mais segura para transmissão de dados confidenciais ou sigilosos, como a VPN, ou outras portas (SMTP, telnet, RDP, Peer-to-Peer)? O único bloqueio refere-se à VoIP (comunicação de voz) o restante está desbloqueado.

Então não seria possível utilizar o Skype para comunicação de voz? Embora a maioria dos passageiros atualmente utilizam os seus "smartphones" para ler emails, etc. não será permitido o uso do sistema de comunicação de voz através de um telefone Wi-Fi ou Skype como serviço.

No transporte aéreo também existe a possibilidade do passageiro requerer o serviço de videoconferência, neste caso especifico a imagem é permitida, mas não a comunicação de voz.
E finalmente, o conteúdo. O conteúdo não poderá ser bloqueado: pressupõe-se que cada passageiro é responsável pelo seu comportamento e pelo filmes e outros materiais que traga a bordo.

Ou seja, estejamos preparados para este novo desafio da tecnologia da comunicação. Aguardamos com grande ansiedade nós passageiros comuns e as empresas de aviação brasileira.


  • Colaborou neste artigo o Cmte.Sergio Guidugli (Gol) e Maria Alice Alencar.

 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Wi-Fi "Hotspots" nas Olimpiadas de Londres em 2012

A rede Wi-Fi em nível urbano é prometido para o evento de 2012. Interessante que a tecnologia 3G não foi requerida. Esta noticia foi anunciada pelo prefeito da cidade de Londres, Sr. Boris Johnson, no evento da Google, na cidade de Hertfordshire. E adicionou que seu objetivo é fazer de Londres a capital da tecnologia do mundo. 

Para isto está sendo desenvolvido o projeto denominado "Wi-Fi London" que tem como sustentação a participação de aproximadamente de 22 a 32 cidades da Grande Londres, que já assinaram as suas participações. O projeto exigirá o uso da energia elétrica nos pontos (hotspots) de acesso  para isto será a utilização de postos de iluminação pública e parada de onibus e a cobertura será através de roteadores ou repetidores móveis. Atualmente, o prefeito Boris Johnson necessita convencer mais 10 cidades vizinhas para complementar o projeto.

Este projeto forneceria milhares de pontos de acesso (hotspots) e permitiria cobertura em diversas ruas durante o evento olímpico, bem como, acesso para diversas residências da região. Ainda não foi determinado se haverá cobrança para o acesso ou será de graça para população local.

Nada se cria tudo se copia, portanto, poderia ser um bom exemplo para os evento de 2016 no Rio de Janeiro.

VOLTAMOS !!!

Nesta nova fase deste meu blog deveremos apresentar as nossas opiniões e impressões sobre o Plano Nacional de Banda Larga Nacional.

Acreditamos que ainda existe muitas questões a ser debatidas até a sua aprovação junto a nova sociedade brasileira.