quarta-feira, 26 de maio de 2010

ACESSAR INTERNET NAS ALTURAS É POSSÍVEL?

Estamos participando no projeto "Conectividade em Movimento" com o Thiago Chagastelles, do Guia das Cidades Digitais, cujo objetivo é disponibilizar acesso a internet  para passageiros a bordo de transporte público ou privado, seja onibus, taxi, metro, trem, barco e agora em avião.

Bem , isso ainda não chegou no Brasil, mas precisamos estar preparados para essa nova tendência: utilização de internet em vôos regulares. Por exemplo, viagem a trabalho  utilizando a Ponte Aérea -  Rio - São Paulo, o tempo da viagem é em torno de 60 minutos, sendo 25 minutos para subir, 25  minutos para descer e 10 minutos de vôo estabilizado. Apesar de que em dias de tráfego intenso na rota, a viagem poderá durar até 2 horas.

Mas como saber se seu vôo tem este tipo de serviço a bordo? Basta localizar o logo que estará perto da porta de embarque ao lado da aeronave ou aguardar, após alguns minutos da decolagem, o comandante das as boas vindas aos passageiros, informação das condiçoes do tempo na rota, duração da viagem e se, será permitido utilizar internet a bordo. Certamente após a estas informações, a aeronave já estará na altitude de 35.000 pés (o acesso permitido para utilização deste tipo de serviço é acima de 10.000).

Outra questão seria: quanto custará esse serviço?  Atualmente, os preços variam de $4.95 a $12.95, dependendo da duração do vôo e do tipo de equipamento que fará o acesso. O mais interesssante é que o passageiro poderá requerer esse serviço antes do embarque, criando uma conta especial para aquele trecho da viagem. A questão seguinte é saber qual o tipo de equipamento que poderá acessar a internet a bordo. Necessariamente, deverá ser um equipamento que utilize protocolo 802.11b/g, conhecido geralmente como Wi-Fi. E já existem no mercado diversos equipamentos que atendem a esse requisito técnico, tais como, computadores portáteis, dispositivos tipo Blackberry, Palm, IPhone, etc. Evidentemente os passageiros deverão utilizar as suas próprias baterias para suprimento de energia, em razão destas aeronaves não possuirem compartimento para recarga de bateria.

Agora vamos abordar os fatores mais importantes na prestação desse tipo de serviço (provedor): a velocidade de transmissão e a segurança da conexão.
  • A velocidade de transmissão é similar a dos serviços de banda larga móvel.
  • A segurança da conexão é baseada nos provedores que deverão ser acessados. Ou, seja a sua conexão não necessitará de uma chave de criptografia para uso a bordo.
No aspecto de entretenimento do passageiro o importante é a possibilidade de baixar "stream" de vídeo ou áudio sobre esta conexão, consequentemente teremos limitação na duração e na largura da banda. A limitação da largura da banda dependerá do número de usuários conectados simultaneamente, e ainda, da largura da banda utilizada. Em linhas gerais, os passageiros poderão baixar vídeo, áudio ou transferir grandes arquivos.

A única limitação imposta pelo fato do passageiro estar utilizando a internet em pleno vôo, é que o passageiro só podera fazê-lo, após a aeronave superar a altitude de 10.000 pés, conforme recomendação da ANAC, para uso de dispositivos eletrônicos, nos dias de hoje.
E se os passageiros necessitarem de utilizar uma conexão mais segura para transmissão de dados confidenciais ou sigilosos, como a VPN, ou outras portas (SMTP, telnet, RDP, Peer-to-Peer)? O único bloqueio refere-se à VoIP (comunicação de voz) o restante está desbloqueado.

Então não seria possível utilizar o Skype para comunicação de voz? Embora a maioria dos passageiros atualmente utilizam os seus "smartphones" para ler emails, etc. não será permitido o uso do sistema de comunicação de voz através de um telefone Wi-Fi ou Skype como serviço.

No transporte aéreo também existe a possibilidade do passageiro requerer o serviço de videoconferência, neste caso especifico a imagem é permitida, mas não a comunicação de voz.
E finalmente, o conteúdo. O conteúdo não poderá ser bloqueado: pressupõe-se que cada passageiro é responsável pelo seu comportamento e pelo filmes e outros materiais que traga a bordo.

Ou seja, estejamos preparados para este novo desafio da tecnologia da comunicação. Aguardamos com grande ansiedade nós passageiros comuns e as empresas de aviação brasileira.


  • Colaborou neste artigo o Cmte.Sergio Guidugli (Gol) e Maria Alice Alencar.

 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Wi-Fi "Hotspots" nas Olimpiadas de Londres em 2012

A rede Wi-Fi em nível urbano é prometido para o evento de 2012. Interessante que a tecnologia 3G não foi requerida. Esta noticia foi anunciada pelo prefeito da cidade de Londres, Sr. Boris Johnson, no evento da Google, na cidade de Hertfordshire. E adicionou que seu objetivo é fazer de Londres a capital da tecnologia do mundo. 

Para isto está sendo desenvolvido o projeto denominado "Wi-Fi London" que tem como sustentação a participação de aproximadamente de 22 a 32 cidades da Grande Londres, que já assinaram as suas participações. O projeto exigirá o uso da energia elétrica nos pontos (hotspots) de acesso  para isto será a utilização de postos de iluminação pública e parada de onibus e a cobertura será através de roteadores ou repetidores móveis. Atualmente, o prefeito Boris Johnson necessita convencer mais 10 cidades vizinhas para complementar o projeto.

Este projeto forneceria milhares de pontos de acesso (hotspots) e permitiria cobertura em diversas ruas durante o evento olímpico, bem como, acesso para diversas residências da região. Ainda não foi determinado se haverá cobrança para o acesso ou será de graça para população local.

Nada se cria tudo se copia, portanto, poderia ser um bom exemplo para os evento de 2016 no Rio de Janeiro.

VOLTAMOS !!!

Nesta nova fase deste meu blog deveremos apresentar as nossas opiniões e impressões sobre o Plano Nacional de Banda Larga Nacional.

Acreditamos que ainda existe muitas questões a ser debatidas até a sua aprovação junto a nova sociedade brasileira.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ultima Milha - Cidades Digitais


A "ultima milha" é definida ao pe´da letra como distribuição de conectividade de um fornecedor de telecomunicações ou empresa de tv a cabo a um determinado cliente. Muitas vezes a distância real pode representar consideravelmente mais que "uma milha", especialmente em áreas rurais.

Neste caso não existe investimento por parte destas empresas, em razão do alto custo de fios e cabos que são um empreendimento físico consideravel. Para resolver de forma propocional os seus serviços para o atendimento da "última milha" as empresas tem misturado as tecnologias de rede. Um exemplo é o acesso wireless fixo, onde é usada para conectar ao "backbone". As várias soluções estão sendo desenvolvidas e são consideradas como alternativas pelos fornecedores padrão de telecomunicações : isto inclui WiMAX, Mesh e aplicações BPL (banda larga via energia elétrica).

No caso de projetos de Cidades Digitais no Brasil, diversos municípios tem problema em seus projetos, em razão, das empresas de telecom (incumbentes) não disponibilizarem a "ultima milha", ou seja, o "backhaul" da rede.

A regra do negócio das telecoms é não instalar nenhum "backbone" em municipios com baixo indice de demada de seus serviçois de banda larga. É necessário uma politica por parte do Governo Federal ou iniciativas de alguns governos estaduais.

Entretanto, alguns governos estaduais já perceberam este problema e estão trabalhando para atender pequenos e distantes muncípios e já iniciaram projetos de prover esta solução.

O caso recente é o anuncio por parte do governo do Estado do Rio de Janeiro, que pretende levar banda larga para a região da Baixada Fluminense, utilizando tecnologia WiMAX a 11 municípios, que compreende: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Japeri, Magé, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Paracambi, Queimados e São João de Meriti.

Isto quer dizer que a banda larga estará disponível no portão (backhaul) do município e a responsabilidade de levar o sinal á "ultima milha" será através de projetos de Cidades Digitais. Por outro lado, também poderá definir os pontos de acesso público, para atender as necessidades das áreas de saúde, educação e inclusão digital.

Este modelo de iniciativa por parte de governos estaduais ou mesmo Federal, facilitará muitos projetos de Cidades Digitais, que necessitam a aplicação da "ultima milha" em muitos municípios brasileiros.

Bom começo.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009